quinta-feira, 18 de maio de 2017

4.ª Conferência: «Lisboa Caes da Europa»



No dia 31 de Maio realiza-se a próxima conferência protagonizada por Ana Barata (Fundação Calouste Gulbenkian - Biblioteca de Arte), cujo conteúdo será semelhante ao seguinte artigo

Para melhor acompanhar a sessão, além dos dados acima, apresentamos um resumo da conferência.

Resumo: A partir das décadas de 1860, 70 e 1880 numerosos foram os projectos apresentados para a zona ribeirinha ocidental que não se limitaram apenas aos aspectos técnicos ligados à actividade portuária que se queria desenvolver, mas que encerravam propostas urbanísticas concretas para toda a zona envolvente do futuro porto de Lisboa. Neste contexto, foram propostos novos arruamentos, bairros, equipamentos urbanos e espaços verdes. Todos estes projectos urbanísticos tiveram o desejo de contribuir não só para o seu embelezamento, como também para que Lisboa recuperasse a glória e o esplendor já alcançados nos tempos áureos da pimenta e da canela, e novamente se tornasse no “caes da Europa” e na sua “sala de visitas”. Com o arranque, em 1887, das obras confinadas exclusivamente às instalações e equipamentos portuários, os responsáveis pelos destinos do Reino e da cidade perderam simultaneamente várias oportunidades: a propósito da construção de um moderno porto fazer uma reflexão sobre a cidade e realizar, não só o ordenamento de toda a zona ribeirinha, como o planeamento do crescimento de Lisboa de forma equilibrada, privilegiando os dos eixos de crescimento.
O eixo ribeirinho, sobretudo a faixa compreendida entre o Cais do Sodré e o sítio da Rocha do Conde de Óbidos assumiu-se como o local das maiores expectativas sobre o engrandecimento e embelezamento de Lisboa. Deste modo se podem explicar os projectos sucessivamente apresentados  desde o século 19 e que, curiosamente, se prolongaram até este século 21. O projecto que melhor traduziu este desejo foi, talvez, o da avenida marginal, artéria destinada a contribuir para que Lisboa concretizasse a sua vocação para cidade portuária por excelência e, simultaneamente, aproveitasse as condições privilegiadas com que a natureza a tinha fadado, que a tornavam diferente de todas as outras capitais europeias.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

4.ª Conferência: «Lisboa Caes da Europa»: e do rio se fez cidade

No próximo dia 31 de Maio acontecerá a 4.ª Conferência do Ciclo Novos estudos e novos olhares: Lisboa do Terramoto à Revolução de Abril organizado pelo Instituto de História Contemporânea (IHC-FCSH/Nova).

Nesta sessão, a oradora convidada é a investigadora Ana Barata (Fundação Calouste Gulbenkian - Biblioteca de Arte) e versará sobre o tema "Lisboa Caes da Europa: e do rio se fez cidade."

Todas as conferências começam às 18h, têm a duração média de 40 min, às quais se seguem um tempo de debate aberto ao público. O evento tem lugar na Sala do Conselho da União de Associações de Comércio e Serviços (UACS) sita na Rua Castilho, 14, em Lisboa e a entrada é livre.



quinta-feira, 27 de abril de 2017

3.ª Conferência por Rosa Fina

Agradecendo a todas as pessoas que foram assistir à nossa 3.ª Conferência, aqui fica um pequeno registo fotográfico da ocasião.








sábado, 15 de abril de 2017

3.ª Conferência: As várias noites de Lisboa (1780-1900)


Edward Hopper, Nighthawks, 1942

A 3.ª Conferência do nosso Ciclo - As várias noites de Lisboa (1780-1900): uma perspectiva histórica, social e literária - estará a cargo da investigadora Rosa Fina (IHC-FCSH/Nova e CLEPUL), que também co-organiza esta série de eventos com Daniel Alves.

Como é habitual, deixamos aqui um pequeno resumo da conferência, bem como o link para um artigo da autora relacionado com o tema que irá ser discutido.

Resumo
Partindo de uma curta reflexão acerca da noite e da multiplicidade de sentidos que pode abarcar e desencadear, aportaremos seguidamente na cidade de Lisboa do final do séc. XVIII para tentar compreender como era encarada a noite na cidade. Ao longo do século XIX, guiados por textos literários, diários ou notícias da imprensa, vaguearemos pelas ruas da capital revivendo e analisando os episódios que a noite lisboeta oferecia aos noctâmbulos oitocentistas.
Com este estudo, baseado em grande parte no trabalho desenvolvido durante a investigação de doutoramento e na respectiva dissertação (FLUL, 2016), tentaremos averiguar a noite como espaço/tempo urbano e de que forma foi sendo tratado (e vivenciado) pelo poder e pelo povo. 



sexta-feira, 7 de abril de 2017

Texto de apresentação

Relembramos o texto de apresentação deste ciclo de conferências.

Artur Pastor, 1971, Arquivo Fotográfico da CML

Não se pode dizer que a investigação académica sobre Lisboa alguma vez tenha passado de moda, afirma-se um contínuo olhar sobre a cidade e descobre-se nela, no seu espaço e nas suas gentes, motivos para novos estudos todos os anos. A perspectiva deste ciclo de conferências é, por isso, a de renovar esse olhar apresentando e discutindo trabalhos, textos, projectos que têm Lisboa como cenário ou Lisboa como actriz. E são estas duas visões que enquadram os estudos que fazem parte deste ciclo de conferências: por um lado, caracterizar a vivência quotidiana, a sociabilidade e as dinâmicas culturais, sociais ou políticas daqueles que viveram ou passaram pela cidade; por outro lado, analisar o seu espaço físico, o seu pulsar urbano, as suas transformações. Estes dois olhares, porém, não os queremos fixos numa determinada época, antes os estendemos num arco de mais de dois séculos, procurando abarcar a História de Lisboa do século XVIII ao século XX. Queremos que sejam também histórias nunca antes contadas sobre Lisboa e os lisboetas, queremos apelar à imaginação dos que vierem assistir e queremos que venham debater connosco cada um dos temas propostos.

As conferências no Facebook

Visitem a nossa página de Facebook, onde manteremos toda a informação actualizada, bem como a dinamização dos eventos mensais.


quinta-feira, 30 de março de 2017

Programa detalhado das próximas conferências

26 de Abril | Rosa Fina (IHC-FCSH, Universidade NOVA de Lisboa/ CLEPUL), As várias noites de Lisboa (1780-1900): uma perspectiva histórica, social e literária.
31 de Maio | Ana Barata (Fundação Calouste Gulbenkian - Biblioteca de Arte), «Lisboa caes da Europa»: e do rio se fez cidade
21 de Junho | Ana Alcântara (IHC-FCSH, Universidade NOVA de Lisboa), Associações de classe e intervenção operária na Lisboa no final do século XIX.
12 de Julho | Paulo Alexandre Alves (IHC-FCSH, Universidade NOVA de Lisboa), Uma cidade culturalmente fervilhante? O comércio de livros no final da Lisboa Oitocentista (1890-1910).
27 de Setembro | Gonçalo Gonçalves (CIES - Instituto Universitário de Lisboa), Os riscos de ser o “cais da europa”: Lisboa e as redes internacionais de cooperação policial, c.1890-1940.
11 de Outubro | Vítor Oliveira (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto), A importância da cartografia histórica para os estudos de forma urbana: os casos de Lisboa e Porto.
25 de Outubro | João Silva (Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md), FCSH-UNL), "O presságio d'alva como que tornou a cidade mais sonora": sons, espaços e vida quotidiana em Lisboa no final da Monarquia Constitucional.
22 de Novembro | Cecília Vaz (ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, CIES-IUL), Novas vivências na cidade? A boémia em Lisboa (1880-1929).
13 de Dezembro | Alice Samara (IHC-FCSH, Universidade NOVA de Lisboa), Lisboa, cidade de resistência.

Instituições Organizadoras

Instituições Organizadoras