quarta-feira, 16 de maio de 2018

5.ª Conferência | A acção cultural e mecenática de Fausto Queirós Guedes | Raquel Fernandes David


 
Raquel Fernandes David (ARTIS-FLUL)
A Acção Cultural e Mecenática de Fausto de Queirós Guedes (1837-1898)

Fausto de Queirós Guedes (1837-1899), 2º Visconde de Valmor revelou-se como um importante mecenas, colecionador, filantropo e como uma personalidade de destaque nacional.
O seu gosto pelo colecionismo destaca-se pela singularidade da sua colecção apesar de não se puder tipificar categorialmente e de forma temática devido à dispersão da sua coleção pessoal posterior quando decidiu intencionalmente doar para fazer parte dos circuitos museológicos com o objetivo notório da construção de um museu coletivo.
Esta atitude filantrópica revelou-se ímpar em Portugal mas com evidente influência francesa devido à sua morosa estadia em Paris, onde inclusive se encontrava a morar na altura do seu falecimento.
Esta sua faceta filantrópica de doar todo o seu património à comunidade como se de um museu coletivo se tratasse, a par da doação de uma quantia para os museus adquirirem obras de arte com qualidade para aumentarem os seus acervos artísticos, fez com que Fausto de Queiroz Guedes tivesse um papel importante na Museologia, numa altura, final do Séc. XIX - início do XX, em que esta ciência tinha apenas iniciado os seus primeiros passos em Portugal.


Bio-nota:
Raquel Fernandes David prepara actualmente o Pós-Doutoramento, orientado pelo Prof. Dr. João Brigola: “Criação de um modelo-piloto de Turismo sustentável Criativo para aplicação em Évora”, integrado no tema do Projecto CREATOUR do CIDEHEUS da Universidade de Évora no âmbito do Turismo Criativo, financiado pelo Programa de Actividades Conjuntas (PAC) do Portugal 2020.

Entre 2010 e 2016 realizou o Doutoramento em Arte, Património e Restauro ministrado pelo Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa cujo tema da tese é O Prémio Valmor de Arquitetura (1902 – 1943) e a ação cultural e mecenática de Fausto de Queirós Guedes, 2.º Visconde de Valmor, (1837 – 1898) orientada pelo Prof. Dr. Fernando Grilo.

Em 2008 finalizou o Mestrado em Arte, Património e Restauro (edição de 2004), ministrado pelo Instituto de História da Arte do Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa cujo tema da tese é “A Casa de Santa Maria – Especificidades de um Património Arquitetónico e Artístico”, orientada pelo Prof. Dr. Fernando Grilo.


terça-feira, 24 de abril de 2018

"Revisitar a revolução: ecos literários da 'semana dos prodígios'"

Testemunho fotográfico da conferência de Ana Isabel Queiroz (apresentada pelo co-autor do projecto, Daniel Alves) IHC, NOVA-FCSH.






























sexta-feira, 13 de abril de 2018

4.ª Conferência: Revisitar a Revolução: ecos literários da “semana dos prodígios”, Ana Isabel Queiroz


Revisitar a Revolução: ecos literários da “semana dos prodígios”
Ana Isabel Queiroz (IHC, NOVA-FCSH)


Resumo CV: Ana Isabel Queiroz é doutorada em Arquitetura Paisagista (FCUP), mestre em Etologia (ISPA, Lisboa) e licenciada em Biologia (FCUL). Desde 2009, é investigadora contratada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas através de programas financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia: Investigador Ciência (2009-2013) e Investigador FCT (2013-2019). Nos últimos anos, publicou vários livros, capítulos de livros e artigos científicos em revistas nacionais e internacionais sobre temas de Humanidades Ambientais e Humanidades Digitais. Foi coordenadora do projecto “LITESCAPE.PT – Atlas das Paisagens Literárias de Portugal Continental” — Acolhido pelo IELT (FCSH-UNL) e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.
Mais informação aqui.


Resumo: A Literatura tem-se revelado um repositório de memórias e, enquanto tal, uma fonte de informação sobre factos, ideias, valores e atitudes relacionadas com os eventos do passado. Neste contexto, o projecto LITESCAPE.PT – Atlas das Paisagens Literárias de Portugal Continental tem enquadrado diversos trabalhos de investigação onde se exploram as alterações dos elementos naturais e culturais, desde o Romantismo até à actualidade. A partir de 23 obras de ficção publicadas entre 1976 e 2013, estudam-se agora as representações literárias dos eventos revolucionários ocorridos entre a noite de 24 de Abril e o 1 Maio de 1974, período que a Literatura designou como “semana dos prodígios”. Os textos são submetidos a uma análise de conteúdo baseada em 7 categorias fixas e independentes, que permitem identificar quais e como são representadas as ocorrências, as instituições, as mensagens, as figuras públicas, os meios de comunicação, os ícones e a emotividade associada aos eventos. Uma abordagem espacial do mesmo corpus literário possibilita ainda definir a geografia literária das ações militares mais emblemáticas e das manifestações populares que ocorreram em Lisboa e arredores durante o mesmo período. Esta geografia literária e a cartografia dos eventos históricos são comparadas, explorando-se os conceitos de memória colectiva e lugar de memória. O tratamento dos dados e a visualização dos resultados da análise privilegia os métodos padronizados e quantitativos, incluindo estatísticas básicas e sistemas de informação geográfica.


Artigo de referência (sobre o mesmo tema): http://www.jsse.org/index.php/jsse/article/view/1351/1491